Avaliação do posicionamento de terceiros molares inferiores retidos e sua possível correlação com o ângulo goníaco

Dalila Marinho Ribeiro, Patrícia Rettore Ferreira Garcia, Taís Nogueira Francisco, Rodrigo Guerra Oliveira, Francielle Silvestre Verner

Resumo


Dente retido é aquele que por motivos mecânicos ou patológicos não erupciona quando atinge seu período fisiológico de erupção. Os terceiros molares inferiores são os elementos que mais comumente podem tornar-se retidos. O ângulo goníaco indica o grau de inclinação entre o corpo e o ramo da mandíbula, sendo utilizado para diagnóstico das desordens craniofaciais e avaliação do padrão de crescimento dos pacientes. O objetivo no presente estudo foi verificar a correlação entre o ângulo goníaco e a posição de terceiros molares inferiores retidos. Foram incluídas neste estudo radiografias panorâmicas de 298 pacientes, 148 homens e 150 mulheres, que apresentavam os dentes 38 e 48 completamente formados e retidos. Foram analisadas as posições dos terceiros molares por meio das classificações de Pell e Gregory (1942) (classificação em relação aos segundos molares – classes A, B e C; classificação em relação à borda anterior do ramo da mandíbula – classes I, II e III) e Winter (1926) (classificação em vertical, mesioangular, distoangular, horizontal e invertido). As mensurações do ângulo goníaco foram obtidas no programa ImageJ. O posicionamento mais prevalente dos terceiros molares inferiores retidos em relação ao plano oclusal dos segundos molares foi o B; a posição mais encontrada para esses dentes em relação à borda anterior do ramo da mandíbula foi a II; a posição mais observada na classificação de Winter foi a mesioangular. O coeficiente de Pearson evidenciou uma correlação significante entre o ângulo goníaco e posição dos dentes em relação ao bordo anterior do ramo da mandíbula (p≤0,001). Com base nos resultados do presente estudo, pode-se concluir que houve correlação significante entre a posição dos terceiros molares em relação ao bordo anterior do ramo da mandíbula (classificação de Pell e Gregory, 1942) e o ângulo goníaco.


Palavras-chave


Cefalometria; Dente retido; Radiografia Panorâmica

Texto completo:

PDF

Referências


BHULLAR, M. K. et al. Comparison of gonial angle determination from cephalograms and orthopantomogram. Indian Journal of Dentistry, v. 5, n. 3, p. 123-6, jul. 2014.

CARVALHO, A. A. F. Avaliação da simetria da imagem do ramo da mandíbula em radiografias panorâmicas. Pesquisa Odontológica Brasileira, v. 14, n. 3, p. 248-55, jul/set. 2000.

MASSAINI, C. M.; FONSECA, C. E.; FALTIN JÚNIOR, K. Estudo cefalométrico comparativo do crescimento mandibular em indivíduos portadores de Classe I e Classe II esquelética mandibular não tratados. Revista do Instituto de Ciências da Saúde, v. 26, n. 3, p. 340-6, jul/set. 2008.

MOREIRA, B. F. et al. Avaliação Radiográfica dos Terceiros Molares em Alunos da Graduação da Faculdade de Odontologia da UFJF. HU Revista, Juiz de Fora, v. 33, n. 3, p. 63-8, jul/set. 2007.

OKSAYAN, R. et al. Does the Panoramic Radiography Have the Power to Identify the Gonial Angle in Orthodontics? The Scientific World Journal, v. 2012, Article ID 219708, p. 1-4, 2012.

PELL, G. J.; GREGORY, G.T. Report on a ten-year study of a tooth division technique for the removal of impacted teeth. American Journal of Orthodontics, v. 28, n. 11, p. 660-666, nov.1942.

SANTOS-JÚNIOR, P. V. et al. Terceiros molares inclusos mandibulares: incidência de suas inclinações, segundo classificação de Winter: levantamento radiográfico de 700 casos. Revista Gaúcha de Odontologia, Campinas, v. 55, n. 2, p. 143-7, abr/jun. 2007.

SANTOS, L. et al. Análise radiográfica da prevalência de terceiros molares retidos efetuada na clínica de odontologia do Centro Universitário Positivo. Revista Sul-Brasileira de Odontologia, v. 3, n. 1, p. 18-23, jan/mar. 2006.

SHAHABI, M; RAMAZANZADEH, B. A.; MOKHBER, N. Comparison between the external gonial angle in panoramic radiographs and lateral cephalograms of adult patients with Class I malocclusion. Journal of Oral Science, v. 51, n. 3, p. 425-9, set. 2009.

SHIVHARE, P. et al. Intercanine width as a tool in two dimensional reconstruction of face: An aid in forensic dentistry. Journal of Forensic Dental Sciences, v. 7, n. 1, p. 1-7, jan/abr. 2015.

TRENTO, C. L. et al. Localization and classification of third molars: radiographic analisys. Revista Interbio, v. 3, n. 2, p. 18-26, jul/dez. 2009.

TSAI, H. H. Factors associated with mandibular third molar eruption and impaction. The Journal of Clinical Pediatric Dentistry, v. 30, n. 2, p. 109-14, jan. 2005.

ZANGOUEI-BOOSHEHRI, M. et al. Agreement Between Panoramic and Lateral Cephalometric Radio-graphs for Measuring the Gonial Angle. Iranian Journal of Radiology, v. 9, n. 4, p. 178-82, nov. 2012.

WINTER, G. B. Principles of exodontia applied to the impacted third molar. American Medical Books, Saint Louis, 1926.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 

HU Rev., Juiz de Fora, MG, Brasil. e-ISSN: 1982-8047 / p-ISSN: 0103-3123 

 

INDEXADORES:

      

 

   

 

  

 

 

 

 

 

 

Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia